Percaminho

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Percaminho, setembro 2013

Carlos Lin, curadora Marília Panitz

Carlos Lin tem uma produção vasta e diversificada. Para a Galeria Alfinete, em 2013, foram selecionados trabalhos que investigam os materiais e a experimentação poética relacionada ao uso dos materiais, como flores do cerrado, na série “Oferendas”; o metal, na série “Juras de amor”; a fotografia, em “Projeto Casa” e  o vídeo, na série “Círculos”. Como artista multimídia, com exposições dentro e fora do Brasil, Carlos Lin se vale da palavra escrita para criar situações de imersão e imaginação, na junção entre a palavra e a imagem. Dedicou-se, entre os anos 80 e 90, à exploração da pasta de celulose aplicada à produção de suas experiências artísticas. Atualmente trabalha com bricolagem e se dedica ao estudo da interface entre arte e psicanálise. A instalação tem sido um recurso de linguagem em seus últimos trabalhos, como em “O livro dos dias”, de 2008; “A pele do mundo”, de 2010; e “Eu e ela”, de 2012. Possuidor de uma matriz construtiva, seus trabalhos investigam o universo visual a partir de núcleos mínimos, como geradores de poéticas em séries. Fragmentos de imagens fotográficas, partes de determinadas plantas, recortes angulares em cenas do cotidiano, são alguns dos elementos visuais manejados pelo artista. Do monumental ao mínimo, o trabalho de Carlos Lin investiga a poética contemporânea por uma vinculação experimental. 

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