Sessões… fricções

Sessões… fricções
Eneida Sanches

Curadoria Marília Panitz

A nova série de trabalhos de Eneida Sanches é resultado de sessões matinais de desenho: mergulhos e saltos, inscrições sobre o papel, fricções sobre o metal. Constituição de imagens por aglutinação de experimentos.
Eneida é uma gravadora que já vem de longo embate com o cobre – agora acompanhado pela folha de chumbo. Aqui, ela subverte a função do metal. De suporte-matriz ele assume seu lugar no desenho.
As figuras se apresentam a partir do que ela chama de “imagens que emergiam livremente” uma trazendo a outra “nenhuma delas elaboradas previamente (…) às vezes simples rabiscos que tomavam forma, ora divertida, ora ansiosa”.
Ao lado dos novos desenhos, estão as gravuras de “olho de boi” (tributários da imagética dos cultos africanos), fartamente explorado pela artista em uma longa série na qual elas tomam o espaço, em instalações , roupas para performance, material base para trabalho em colagem, tecidos (estes produzidos em residência na Tanzânia)… Para a mostra, estão os cubos em aço e papel gravado nomeados “Transe”.
O conjunto dá uma ideia da pesquisa que a artista vem desenvolvendo, tanto na via de uma sobreposição de narrativas, quanto nas experiências com o material que dá suporte à sua poética transformado ao longo dos anos: da gravura à escritura do mundo…

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